Lana Del Rey é capa da edição de Setembro da Interview Magazine. Confira a entrevista traduzida

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Desde que lançou seu sucedido ”Norman Fucking Rockwell!”, Lana Del Rey vem nos preparando para seu novo disco ”Chemtrails Over The Country Club”. Dessa vez, a cantora participou de um bate-papo com o produtor Jack Antonoff e deu uma entrevista para a revista Interview, dando algumas informações sobre o novo álbum. Confira a entrevista completa e traduzida:


JACK ANTONOFF: Onde você está?

LANA DEL REY: Eu estou no I-40 faltando 8 horas e 50 minutos para voltar para Los Angeles. Tem sido uma grande viagem voltando de Oklahoma.

JACK ANTONOFF: Eu estou em Nova Iorque e estou indo trabalhar com música. Sua música, na verdade. Nós precisamos terminar esse álbum.

LANA DEL REY: Estamos incrivelmente próximos.

JACK ANTONOFF: Você não sente que esse álbum meio que se exigiu ser feito? Ele aconteceu muito rápido após o Norman.

LANA DEL REY: Eu estava pensando sobre o quão diferente foi estar fazendo esse álbum por causa da minha enorme distração com a poesia esse ano. Logo quando você pensa que você sabe o que você está fazendo, alguma outra coisa aparece.

JACK ANTONOFF: Escrever poesia te lembra de quando você era mais nova e você disse, “Ok, eu sou uma cantora, eu sou uma escritora de músicas”? Tudo é tipo reviver a primeira vez quando você se colocou de pé e realmente fez o que tinha que ser feito?



LANA DEL REY: Totalmente, mas é também diferente porque os poemas vêm até mim completamente formados. Precisando parar e canalizar um poema de 12 minutos com suas rimas intactas, é tipo “Huh, ok, eu não sei se isso está bom”.

JACK ANTONOFF: Quando você me mandava os poemas, eles sempre me paravam num beco sem saída. Talvez eu pegaria algum enquanto estivesse no avião ou em um carro ou caminhando pela rua. Seria como ganhar um despacho para outro universo.

LANA DEL REY: Escrevê-los meio que me fez sentir desse jeito.

JACK ANTONOFF: Você sente que houve uma liberdade para fazer “Chemtrails Over the Country Club”?

LANA DEL REY: Não necessariamente. Eu estive bem estressada sobre esse álbum. Desde o começo, nós sabíamos o que o “Norman” era. Mas com o “Chemtrails” foi tipo “Isso é folk novo? Oh, meu Deus, vamos de Country?” Agora que está pronto eu me sinto realmente bem sobre isso, e eu acho que um momento definitivo para esse álbum vai ser “White Dress/Waitress”.

JACK ANTONOFF: Qual é a história por trás dessa música?

LANA DEL REY: Nós a fizemos bem no começo, e ela começou com você apenas tocando o piano. Nós estávamos no estúdio do “Jim Henson”.

JACK ANTONOFF: Sendo vigiados por um Kermit gigante.

LANA DEL REY: Oh meu Deus, sim. Eu amei isso. O que eu gosto sobre essa música é que mesmo com toda a sua esquisitice, quando você chega ao final dela, você entende exatamente sobre o que ela trata. Eu odeio quando eu ouço uma música que tem uma boa melodia, mas eu não faço ideia do que eles estão falando. No movimento grunge, muitas letras eram super abstratas, mas as melodias e a tonalidade tinham uma vibe que você sentia exatamente o que o cantor estava pensando. Hoje em dia, você tem uma linda melodia, mas você não sabe sobre o que realmente a pessoa está falando, ou até mesmo se isso é importante para ela.



JACK ANTONOFF: Eu sinto que você está nesse longo caminho de descodificar tudo até que fique no mais autentico possível. Chemtrails parece como outro colapso quando colocado perante ao Norman, mas o que é interessante é que ele se divide em direções diferentes.

LANA DEL REY: A única coisa que está me deixando chateada é que se eu não estivesse sido tão distraída com minha vida pessoal e minha poesia, eu poderia ter descodificado o álbum de um jeito mais delicado e preciso. Eu acho que eu poderia ter feito isso apenas adicionando apenas mais uma música determinadora a ele. No momento está muito, muito bom, mas eu não sei se está perfeito, e isso realmente me incomoda. Eu acho que eu preciso adicionar aquela música “Dealer”, onde eu estou apenas gritando. As pessoas não sabem como soa quando eu grito. E eu grito.

JACK ANTONOFF: Você vai falar sobre Joan Baez e seus sentimentos por ela?

LANA DEL REY: Na última tour, nós fomos para Berkeley e eu realmente queria fazer “Diamonds and Rust” com Joan, e ela foi doce o suficiente para me acomodar. Ninguém necessariamente quer aparecer para fazer um show gigante para 15.000 crianças em Berkeley, mas ela me disse que se eu dirigisse 80 milhas para fora de Berkeley, nós poderíamos praticar na mesa de cozinha dela, e se ficasse bom, ela faria isso. Então isso que eu fiz. Ela me corrigiu em todas as minhas harmonias, e no final, foi bom. Então nós fomos para a balada em um lugar Afro-Caribenho e dançamos a noite toda. Ela sugou todas as minhas energias.

JACK ANTONOFF: Naquela ultima tour  você realmente colocou ênfase em construir uma comunidade. Artistas são muito isolados. As pessoas não percebem que a maioria de nós não nos conhecemos. Eu adoro que você liga para as pessoas e fala “Ei, eu estarei na sua cidade. Você quer vir cantar comigo ou tomar um café?”

LANA DEL REY: Você é muito engraçado, o jeito que você sempre acerta os detalhes.

JACK ANTONOFF: Você não se sente dessa forma? Como se houvesse uma balada imaginária, mas ela não é real e você quase se sente triste porque você queria que ela existisse?


LANA DEL REY: Isso é verdade especialmente quando você é uma artista alternativa, e você não está fazendo colaborações (feats) ou indo à baladas. Ou você está no seu quarto ou você está com seu produtor. A melhor coisa que eu já fiz foi a tour para o centro-oeste. Eu conheci Weyes Blood e Hamiltom Leithauser. Devendra Banhart estava me mandando mensagem. Eu encontrei meu coração e eu estava super feliz lá. Eu estou dirigindo de volta de lá agora e eu não quero ir embora.

JACK ANTONOFF: Você sente que algum dia você vai sair de Los Angeles?

LANA DEL REY: Eu acho que eu não posso porque eu tenho todos os meus animais e minha família lá. Eu não sei se eu farei essa viagem de novo. O fato que você pode estar em Kansas em 2 horas de avião é incrível.

JACK ANTONOFF: Com “Violets Bent Backwards Over the Grass” eu sinto que você está lamentando um pedaço de Los Angeles, algumas vezes literalmente, às vezes em sentimento e tom. Então, em junção com Chemtrails, é como se você estivesse começando a falar sobre todos esses novos lugares e vagarosamente plantando pequenas bandeiras e criando pequenas moradias emocionais em outras partes dos Estados Unidos. Obviamente eu estou aqui para isso, mas isso me faz questionar se estaremos fazendo músicas em Tucson ou Tulsa no próximo ano

LANA DEL REY: É engraçado, a música estava soando como centro-oeste antes mesmo de eu ir ao centro-oeste. O que é interessante sobre ter uma musa verdadeira—e isso soa ridículo—é que você está no capricho disso.
Quando eu estou cantando sobre Arkansas, mesmo eu me perguntando o porquê. O jeito que eu descreveria o centro-oeste, Oklahoma em particular, é que não está cozido ou salgado demais, e ainda tem espaço para pegar aquela luz branca.

JACK ANTONOFF: É por isso que eu amo muito Jersey. Te dá espaço para ficar entediado fora de sua mente, e se você se deixar ficar chateado, você pode apenas pensar em algo bom.

LANA DEL REY: Concordo 100%

JACK ANTONOFF: Antes de eu te conhecer, eu pensava que você seria o oposto do que você é. Eu estou tentando pensar no melhor jeito de descrever isso.

LANA DEL REY: Você estava provavelmente supreso que eu realmente escrevo. Eu acho que é assim que eu descreveria isso: Eu realmente escrevo. Poemas e música. Algumas vezes eu perco o ritmo, mas eu sei o que estou fazendo. É por isso que eu realmente gosto de hip-hop.

JACK ANTONOFF: Eu lembro de você escutando à música mais pesada do ambiente. Eu acho que a melhor parte de realmente sentir algo que outra pessoa faz é que isso te inspira a não imitá-la, mas agir como você mesmo. Com Chemtrails, você sente que você está revisitando o passado?

LANA DEL REY: Não muito onde eu estive, mas mais onde eu estou indo. Me faz ficar ansiosa ouvindo o álbum, porque eu sei que vai ser um caminho difícil para chegar onde eu quero estar, fazer o que eu quero fazer. Muito disso vai envolver aulas de escrita e estar desconfortável em novos lugares com poucos amigos e criando meus cachorros, gatos e galinhas sozinha. Vai ser trabalhoso. Eu ouço Chemtrails e eu penso “Trabalho”, mas eu também penso nas minhas deslumbrantes amigas, as quais muito do álbum é sobre, e meus lindos irmãos.
“Chemtrails” é a faixa-título porque ela menciona todos eles e menciona querer muito ser normal e perceber que você tem uma mente hiperativa e excêntrica, uma música como “Chemtrails” é o que você vai ter.

JACK ANTONOFF: Muitas pessoas trazem uma confiança à tona que é na verdade destrutiva para o trabalho.


LANA DEL REY: E ainda, isso geralmente não é verdade. Eu conheço algumas mulheres as quais colocam uma verdadeira face. A única coisa que eu tenho que aprender de outras pessoas é como ser feliz, e todo mundo tem diferentes ideias sobre como fazer isso e como manter uma luz nas músicas. A única coisa que eu sei que eu posso fazer independentemente de onde eu estou no meu processo é fazer uma linda melodia. Eu não me importo muito se você mistura uma incrível historia de vida em uma música alternativa. Se as melodias não me atraem, eu meio que não me importo. Eu acho que é interessante se você está gritando e falando sobre onde você está indo e como isso tem sido, mas para mim, isso não é uma música. Isso é uma sessão de terapia.

JACK ANTONOFF: Você poderia ter uma boa ideia para algo, mas se você não consegue achar uma linda melodia, então talvez seja apenas um podcast.

LANA DEL REY: E é aí que a poesia entra. É um diário que você deve ler para o Audible (serviço de áudio-livro) ou alguma outra coisa.

JACK ANTONOFF: Você sabe qual é a minha linha favorita em Violet? Você diz essa coisa sobre como você pode ir à praia com suas amigas e elas não sabem que você é louca. Você diz, “Eu posso fazer isso”. Tem algo nessa linha que me dá uma sensação de liberdade, tipo, é um mantra para os artistas no geral, ou pessoas que não se sentem como se extivessem vivendo as mesmas experiências que outras pessoas. Quando eu ouço você falar isso, eu imediatamente penso em mim mesmo, “Talvez eu deveria apenas ir comprar camisas, ou comprar um novo aspirador e passar duas horas dando voltas pela minha casa. “É quase como se você tivesse dado esse aviso aos artistas: ‘Apenas faça essas coisas e ninguém tem que saber que você é louca’. Eu acho que essa é a história mais profunda por trás de ambos, “Norman” e “Chemtrails”. Se eu tivesse que achar o fio, é essa pessoa que está tentando fazer coisas como todo mundo as faz, mas não fingindo ser todo mundo. Você sente como se todo mundo da sua vida soubesse cada centímetro de você?

LANA DEL REY: Eles sabem. Todo ex que eu tenho, toda amiga que eu tenho, todos os membros da família que eu tenho, até mesmo os que eu não falo—eles sabem por dentro e por fora de porquê eu às vezes tenho puro pânico.

JACK ANTONOFF: Você diz isso?

LANA DEL REY: Sim, eu irei dizer, “Hoje foi um dia ruim e isso é por sua causa, e eu nem te conheço mais.” Eu não acho necessariamente acho que tem muito valor em fazer isso—é apenas o que é a verdade. Eu nunca me sinto mal por falar para alguém, “Eu estou tendo um ataque de pânico por causa do que você fez.” Esse é a vida de faixa preta, tipo 3.0. O que é insano é que a pandemia trouxe à tona todas essas crises de saúde mental e crises domésticas que sempre estiveram lá, que eu sempre cantei sobre, que as pessoas tinham tanto para falar sobre em termos de, “Ela é apenas fingindo fagilidade emocional.” E é tipo, “Bem, não realmente. Você está fingindo união emocional apesar do fato que você é um trabalho-louco de Segunda até Sexta”.

JACK ANTONOFF: “Um trabalho-louco de Segunda até Sexta” é muito bom. Eu acho que a pandemia fez essa coisa estranha—não é necessariamente interessante o que você escolhe fazer com o seu tempo quando a vida é tomada, quando você não pode ir para fora. É interessante o que você escolhe fazer com o seu tempo quando todo mundo está lá fora tendo um bom tempo e você escolhe se isolar longe e escrever.

LANA DEL REY: Certo.

JACK ANTONOFF: Você sente que você está bem porque você está meio que sempre em contato com algum tipo de vulnerabilidade?

LANA DEL REY: Eu não sinto que eu estou bem. Eu apenas sei agora que eu sempre estava certa.

JACK ANTONOFF: Isso é interessante.

LANA DEL REY: Eu me inscrevo na ideia que o que está acontecendo no macrocosmo, sendo na presidência ou um vírus que nos mantém isolados, é uma reflexão do que está acontecendo na moradia individual e dentro de quartos e o que as pessoas falam sobre intimamente. Eu acho que pânico existencial tem existido por um longo tempo, mas as pessoas não têm prestado atenção nisso porque eles estavam muito ocupados comprando sapatos. E sapatos são fofos. Eu amo sapatos. Mas agora que você não pode ir às compras, você tem que olhar para o seu parceiro e estar tipo, “Eu tenho vivido com você por 20 anos, mas eu conheço você?” Você percebe talvez você tenha apenas permitido você mesmo a arranhar a sua superfície porque se você fosse um pouco mais fundo, você poderia ter um meio colapso por nenhuma razão, apenas do nada, e nenhuma quantidade de conversa poderia explicar o porquê. É apenas uma parte da sua maquiagem genética. Você poderia apenas ser propenso ao pânico. eu acho que muitas pessoas são desse jeito. Eu recebi muita merda por não apenas falar sobre isso, mas falar sobre muitas outras coisas por um longo tempo. Eu não me sinto justificada nisso, porque eu não sou o tipo de artista que vai algum dia ser justificada. Eu irei morrer oprimida e isso está tudo bem para mim. Mas eu estava certa ao perguntar, “Por que estamos aqui? De onde viemos? O que estamos fazendo? O que acontece se essa crise insana, louca, como uma ficção científica acontecer, e então você está preso com você mesmo, e você está preso com seu parceiro que não presta atenção em você?” Eu não estou dizendo que é mais relevante que nunca, mas minha preocupação por eu mesma, o país, o mundo—Eu sabia que nós não estávamos preparados para algo como isso, mentalmente. Eu também penso que é uma coisa realmente boa que nós chegamos a esse ponto onde temos que nos enfrentar, porque não vai ser a mesma coisa quando o centro de Berverly reabrir.


JACK ANTONOFF: Não vai ser e não deve ser. Eu concordo com você que não podemos voltar atrás e não devemos voltar atrás. Para mim, o lado positivo disso é “Ok, o futuro está aqui”

LANA DEL REY: Com Y2K, foi tipo, “O futuro está aqui.” “Não, não estava. Mas o futuro está aqui agora!”

JACK ANTONOFF: É um verdadeiro teste da nossa resiliência emocional. Se nós podemos entender isso corretamente culturalmente, nós podemos abrir algumas décadas das melhores músicas, melhores danças, melhor teatro e melhor interação humana.

LANA DEL REY: Eu concordo.

JACK ANTONOFF: Se nós errarmos, eu acho que está acabado.

LANA DEL REY: Não tem jeito de errarmos. Nós estamos realmente no caminho certo. O movimento #MeToo não foi apenas um movimento de passagem. Black Lives Matter, de jeito nenhum isso vai passar. As pessoas falando abertamente sobre saúde mental, não tem jeito de eles não irem procurar por ainda mais testes genéticos para descobrir para o que eles estão predispostos. Todo o medo e preocupação e desapontamento ao mesmo tempo é como estar em um grande foguete que está nos jogando dentro de um novo lugar emocional, e nós estamos indo para sair disso e estar tipo “Eu não quero ir às compras. Eu preciso ir falar com alguém sobre algo.”

JACK ANTONOFF: Esse é exatamente o meu sentimento. Ano passado, ninguém estava falando sobre o parque, ninguém estava falando sobre o cinema e ninguém estava falando sobre sair para uma caminhada. Tudo era sobre Netflix e descanso e entregas delivery—Nós estamos tão obcecados com todos os mimos do futuro. Mas ninguém dá a mínima para isso mais. Nós apenas queremos estar perto uns dos outros.

LANA DEL REY: Eu também acho que queremos saber de quem estamos perto.

JACK ANTONOFF: E porquê estamos perto deles.

LANA DEL REY: Eu não estou tentando dizer que sou uma pessoa muito religiosa porque eu não sou, mas eu acho que as pessoas estão olhando um pouco mais para o céu e ficando tipo “Por quê? Qual é o motivo?”

JACK ANTONOFF: Uma das razões pela qual eu gosto de você é que você sabe de tudo que está acontecendo e você não dá a mínima. Eu gosto disso porque eu acho engraçado saber do que está acontecendo.

LANA DEL REY: Você e eu somos exatamente os mesmos. Nós sabemos tudo o que está acontecendo e nós não temos ideia de como sabemos isso. Não é como se nunca perguntássemos a ninguém sobre fofoca.

JACK ANTONOFF: Eu me sinto como eu faço café da manhã, faço música, falo com minha família e saio, mas de alguma forma eu sei cada pedaço de fofoca estranha, de importantes problemas políticos até qual estrela de reality comeu lixo. Eu sou muito por dentro de todo esse conhecimento estranho, eu não sei o que passa pela minha cabeça.

LANA DEL REY: Quando eu estava na faculdade em Fordham, eu passava por bancas de jornais e via títulos principais no meu caminho de volta ao campus, e de alguma forma eu sempre sabia, mesmo sem querer, o que estava acontecendo, e quem todo mundo era. Algumas vezes eu vou para um posto de gasolina no Route 66, máscara no rosto, óculos no rosto, e o caixa fica tipo “Oh meu Deus, você é aquela cantora!” E eu fico tipo, “Como assim? Como você me reconheceu?”

JACK ANTONOFF: Você sai muito para lugares loucos, lugares onde ninguém esperaria te ver. Se alguém estivesse indo para Los Angeles para tentar esbarrar em você, ele nunca conseguiria. Eu sempre te ligo e você está tipo, no jardim central, rodando, tentando novas misturas dessa nova planta. Ou você está fazendo uma nova mistura de chá gelado com uma amiga em Malibu. Se alguém estivesse tipo “Onde está Lana agora e o que ela está fazendo?” eu poderia escrever uma redação de comédia sobre isso. É sempre chocante para mim. Você é realmente uma cidadã do universo.

LANA DEL REY: Você tinha que entrar no fluxo. Eu estou sempre no fluxo. Eu estou em um bar estranho, uma balada estranha. Eu estou em Oklahoma. Eu estou em uma reunião no Skid Row. Eu só quero conhecer. Eu quero saber o que acontece.

Tradução por: Eveline Lirio

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