Lana Del Rey fala sobre seu livro de poesias em nova entrevista para a Vogue

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Lana Del Rey está prestes a lançar seu primeiro livro de poesias intitulado como “Violet Bent Backwards over the Grass”, segundo a cantora, o livro físico será lançado dia 28 de Setembro. Em meio ao lançamento, Lana Del Rey foi entrevistada pela Vogue e deu detalhes sobre o processo de escrita do livro. Confira a entrevista completa e traduzida:

Lana Del Rey nos dá uma primeira visão do seu novo livro de poesia, “Violet Bent Backwards over the Grass”

“Até mesmo em sua forma mais simples, ela é opaca”
“Nesse mais presente dos momentos, ela já estava vivendo na forma passada”
“É uma prova de múltipla escolha com toda resposta escaneada ‘C'”
“O resultado é algo como um cachorro que, quando a coleira está puxada, simplesmente deita no chão e fecha seus olhos: se aquecendo no sol, se alimentando de seu calor, nunca cedendo 1 centímetro.”

Essas não são frases do novo livro de poemas da Lana Del Rey “Violet Bent Backwards Over The Grass” (Simon & Schuster), que sai na Terça. Mas recortes das entrevistas passadas do New York Times sobre o trabalho da cantora-compositora. Vamos chamar isso de Efeito-Lana. A tendência por fãs, críticas, e escritores (esse incluso) para esgotar uma corda de descritivos exagerados em sua tentativa de fazer a justiça dela. Você poderia dizer que tudo em que a Lana encosta se torna poesia. Você poderia dizer que no seu tempo alto ela lançou um volume disso.

Apesar de que os discípulos da Lana Del Rey apelaram para não-crentes que as letras dela são poesia. E apesar de Lana Del Rey espalhar referências de Walt Whitman e Sylvia Plath em suas músicas (uma faixa do “Honeymoon” toca como uma recitação transparente e assombrosa de T.S Eliot’s “Burnt Norton”), essa é de fato a primeira vez que ela classificou o próprio trabalho como poesia.

O livro que, possui frutas cítricas maduras em cores Hockney-esquene na capa, contém mais de 30 poemas. Se em suas músicas, Del Rey murmura com uma nostalgia por uma era passada que ela não teve, vivenciou verdadeiramente, em “Violet”, os longos manifestos via páginas de suas poesias feitas com uma máquina de escrita, que são digitalmente escaneadas antes de serem impressas para o livro. Os raros erros de digitação são corrigidos à caneta; algumas linhas são tortas, sugerindo uma substituição com uma pagina torta, e um poema tem o que parece ser uma mancha de café. Os títulos dos poemas dela são dolorosamente românticos, você meio que esperaria um deles estar tatuado em um rascunho torto na testa dela: “Never to Heaven”, “The Land’s of 1.000 Fires”, “LA, Who Am I To Love You?”, “Tessa DiPietro”, “Paradise Is Very Fragile”, “Bare Feet On Linoleum”. Eles contêm neles cartas de amor/ódio para sua atual Los Angeles, e ofertas de paz para sua vida passada em Nova Iorque. (De acordo com Poetas contemporâneos, “Violet” cheira a Allen Ginsberg.)

Del Rey tinha soltado dicas sobre “Violet” em seu Instagram. Houveram posts de seus poemas escritos em máquinas, uma pista sobre a capa, e uma descrição da caridade que vai receber lucros do seu livro (The Navajo Water Project). Um vídeo tem Lana Del Rey recitando “Room 2”. O clipe é colorido em tons de sépia, e um par de óculos escuro retrô vermelho está fixado no cabelo dela como uma tiara. Ela também lê seus poemas em voz alta no áudio-livro de “Violet”, o qual foi lançado em Julho e recebeu uma cortesia de tratamento musical de seu colaborador frequente, Jack Antonoff. Juntos, o par construiu o grandiosamente elogiado álbum dela “Norman Fucking Rockwell!” e nessa primavera eles nos darão outra gravação, “Chemtrails Over The Country Club”.

Dias adiante do lançamento de “Violet”, a Vogue alcançou a cantora-compositora. Ela nos dá detalhes de seu processo de escrita, uma prévia de dois poemas, e ela até nos escreveu algo especial.

VOGUE: Como você aterrissou na ideia de lançar um livro de seus poemas?

LANA DEL REY: Eu nunca planejei lançar um livro de poesias. Isso foi quando eu parei completamente de trabalhar na música e parei de trabalhar nas outras áreas que eu era interessada e dei uma grande pausa e poemas de grande forma começaram a vir até mim no meio do dia. Eu estava meio que surpresa porque eu não tinha intenção de ser criativa durante a minha pausa. Com a passagem de um ano e meio a dois anos, eu comecei a perceber que junto às fotos que eu estava capturando dos lugares onde eu passo a maioria do meu tempo de Vernon a São Pedro, eu tinha um livro completo. Eu planejei em o amarrar com as mãos até “Simon & Schuster” perguntarem se eles podiam publicá-lo. Quando eu percebi que eu poderia doar a totalidade do lucro para a nação “Navajo” e a comunidade central de Los Angeles, eu senti que isso era a coisa certa a se fazer. Eu fiz disso meu foco ao invés de o que as pessoas iriam pensar da verdadeira poesia considerando que eu inicialmente fiz sem nenhuma intenção de vender.

VOGUE: Você falou sobre escrever poesia muito antes de “Violet” nascer, quais são os seus hábitos de escrita de poesia?

LANA DEL REY: Novamente, minha escrita era algo acidental e desde que o ano se passou desde que eu finalizei o livro, eu descobri que eu estou ficando cada vez melhor. Os poemas ainda vêm para mim de alguma forma do nada e na maioria das vezes quando tudo na minha vida está calmo. Eu nunca realmente me sento para escrever, mas eu frequentemente sou golpeada por algo enquanto dirijo ou ando.

VOGUE: Você se lembra da primeira vez que um poema capturou sua atenção? Teve algum caso de um trabalho ou uma linha ter deixado uma impressão duradoura?

LANA DEL REY Absolutamente. Quando eu estava na escola de bordo na décima série, meu professor Mr. Crampbell focou na era do poeta beat, e “Howl” de Allen Ginsberg me atingiu provavelmente como nada nunca tinha atingido antes. Eu não necessariamente tinha a aptidão para escrever poesias naquele tempo, mas eu sabia que eu tinha meio que achado meu nicho de pessoas loucas.

VOGUE: Suas letras são tão poéticas, como você gerencia para escrever um poema e uma música? Como o processo se diferencia? Você se encontra orquestrando melodias em volta dos poemas que você escreve?

LANA DEL REY : Eu diria que o processo de escrita dos poemas é de alguma forma similar à minha escrita de músicas em que se eu for sortuda o suficiente para capturar aquela ideia em uma garrafa escutando uma melodia em minha mente ou uma frase para um par de versos em um poema, isso parece voar do nada. Eu definitivamente nunca me encontro osquestrando música para a poesia. Porque o jeito que as palavras vêm é bem diferente. A cadência e estrutura dos poemas parecem estrangeiros para mim, enquanto a escrita de música é bem natural. Eu frequentemente me pergunto se isso significa que eu não sou uma poeta muito boa ou se todo o processo é mais como uma canalização.

VOGUE: Suas letras são exuberantes com influências literárias, Whitman em particular, mas existem algumas fontes de inspiração diferentes?

LANA DEL REY: Eu acho que a melhor forma que eu poderia descrever uma influência diferente seria vivendo na briga e com meu ouvido no chão. Eu nunca estou completamente no centro da mistura de culturas. Eu estou no meio de algum lugar mais afastado para o canto então eu posso ter um monte de espaço para deixar minha própria musa direcionar minhas atividades diárias. Eu não leio muita poesia formal, mas no entanto eu tive um longo tempo onde eu lia. Eu acho que uma influência bem pesada são as histórias por trás dos escritores que eu amo ao invés dos trabalhos em si. Assim como a vida e a morte de F. Scott Fitzgerald e John Steinbeck.

VOGUE: Em uma entrevista recente com a “Interview”, Jack Antonoff menciona que a linha favorita dele no livro é “I can do that”. Você poderia também mencionar uma linha em que você se identifica?

LANA DEL REY: Sim, eu diria que a linha que mais me identifica é na verdade o próprio título e única linha daquele poema:

“Minha cama é um lugar sagrado agora
têm crianças no pé da minha cama
me contando histórias sobre os amigos que eles fingem odiar
que eles vão beijar amanhã”

Para mim, essa é a mais doce, verdadeira linha do livro assim como uma linha do poema “salamander” sobre querer que meus poemas sejam algo que eu esqueça e então lembre de novo casualmente ou papéis que meu marido ache em baixo da mesa. Tudo disso é sobre uma vida de sentimentalismo, um desejo por uma família saudável, um aceno para a turbulência da família, de origem, e a vontade de cavar minhas mãos e mente fundos dentro de todas essas imaginações.

VOGUE: Alguns dos seus fãs provavelmente estarão pegando em seu primeiro livro de poesia e lendo “Violet”. Qual orientação você oferece? Como eles devem experienciar isso?

LANA DEL REY: Bem, é uma coisa vulnerável em algumas formas escrever um livro de qualquer tipo. Então é verdadeiramente significante ser encontrado por aqueles os quais apenas vêm sobre isso… E eu acho que esse é todo o ponto para quaisquer fãs meus para se lembrarem que quando você faz coisas por diversão e por você mesmo, isso apenas deve acabar sendo uma das melhores coisas que você já fez independente da opinião das pessoas sobre. Algumas vezes a coisa mais importante para perguntar para você mesmo é: O que eu faria se eu quisesse passar vergonha completamente? E fazendo isso, eu frequentemente estou praticando minha próxima ação.

VOGUE: Como “Violet” e “Chemtrails” devem interagir? Existem ecos entre eles?

Lana Del Rey: Eu realmente não tenho certeza ainda. As vezes eu vejo similaridades em coisas que eu faço ao mesmo tempo em retrospectiva. Eu diria que os fatores conectivos estão provavelmente tentando manter minha posição no centro da minha família e movendo essa unidade em volta do país de forma segura entre o meio do oeste ao sul e de volta à Califórnia e fazendo isso estando conectado com nossos amigos queridos. As vezes tem um fardo de ser mais reconhecido do que outros e uma preocupação de segurança em cima de minha mais nova não ter se sentido segura o tempo todo. Então tem um pouco de melancolia, mas determinação para descobrir as coisas em ambos álbum e livro.

LANA DEL REY: Sim! Eu estou honrada de ter pedido 𝐸𝑟𝑖𝑘𝑎 𝐿𝑒𝑒 𝑆𝑒𝑎𝑟𝑠 a sua pintura das laranjas como minha arte de capa. Eu acho que ela é uma das mais fantasticamente talentosas artistas vivas e eu mal posso esperar para outras pessoas descobrirem ela. Até mesmo enquanto falamos o trabalho dela está sendo mostrado em mais e mais revistas de arte. Simbolicamente claro, eu amo a vivência e a suculência e vibrante que uma laranja ou uma tangerina sugere. Eu as usei como motivos muitas vezes.

VOGUE: Você seria capaz de escrever um(a) linha/verso para nós?

LANA DEL REY: “Nico me chama de Elizabeth,
Ele me lembra de tomar minha medicação todos os dias às quatro e então quando eu digo que ainda estou ansiosa ele diz
é para isso que você está aqui.
E tem algo no jeito que ele olha para mim
um pouco demorado demais
que faz eu me sentir bem sobre ter deixado o meu ex
faz eu me sentir como uma música
faz eu me sentir como um poema que ele está lendo
me escaneando como papel
Machuca um pouco o assistir me assistindo
mas é melhor do que se deixar ser levada”

Abaixo, uma espiada exclusiva do “Violet Bent Backwards Over The Grass”.


“VIOLET BENT BACKWARDS OVER THE GRASS”

“Eu fui à uma festa
Eu cheguei quente
fiz minhas decisões antecipadamente
minha mente feita
coisas que me fariam feliz
fazê-las ou não
cada opção pesava quietamente
um plano para cada pensamento

Mas então eu passei pela porta
além do conceito aberto

e vi Violeta
dobrada para trás sobre a grama
7 anos de idade com dentes de leão agarrados
apertados fortemente nas mãos dela
arqueados como uma ponte em um apoio de mão caído
sorrindo selvagemente como um homem louco
com a exuberância que apenas não fazer nada pode trazer
esperando os fogos de artifício começarem

e naquele momento
eu decidi não fazer nada sobre tudo

para sempre”.

“PAST THE BUSHES CYPRESS THRIVING”

“Eu te vi no espelho
você estava usando o seu cabelo diferente
carregando o ar de forma diferente
Você diz que quer seu cabelo longo dividido ao meio
Longo em solidariedade vestido para todas as mulheres dele”

“LONG BEACH”

“Sem objetivo

seus dedos espalhando óleo no papel com precisão
com decisão como um artista nunca visto com uma visão

Com uma razão
Encarou com veneno o teto
não a grama
mas bem à frente
Assim como a linha do céu
com precisão
visão laser

o tempo estava parando
movendo através de você
Você ditou
pelo o que te movia

apenas movendo nunca pensando

Combinando o sol que está aos poucos se afundando
na altura da tarde
no calor da noite de verão
Como uma fênix como um rastro como o comprimento de uma onda
Ninguém está reivindicando

Geogie O’Keeffe
Geogie Peaches
Fazendo nada além de sua pintura
Para sempre
Esqueça professores
O perdoe por ir embora

amor está crescendo
Sem resistência
bochechas estão corando
Agora você está vivendo

Diga adeus agora
sem resistência
Viva sua vida como
se ninguém tivesse escutando

ao final de Lime e 10th street na avenida isso é verde
e ventilado
Passando pelos arbustos silvestres prosperando passando a corrente
cerca de ligação
e dirigindo
mais longe pela estrada menos viajada
aí você está desgastado de atletismo desvendado

agora te vejo claramente

Em pé estoico azul e jeans
olhos não azuis mas claros como
paraíso

você não quer ser esquecido
Você só quer desaparecer”.

Tradução por: Eveline Lirio

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